agosto 17, 2004

Início da análise

"As frentes marítimas constituem áreas de forte sensibilidade ambiental e de grande conflito de usos, sobretudo quando, como é o caso, a maior parte da construção se fez sem qualquer regra e com um suporte infra-estrutural muito precário. A ocupação por construção de alojamentos sazonais (residências unifamiliares, parques de campismo e actividades relacionadas com o veraneio), muitos de génese ilegal, foi sendo substituída pelo predomínio da residência fixa, pela construção recente de habitação multifamiliar em condomínio fechado ou loteamento (unifamiliar e colectivo) e por uma cada vez maior pressão de uso da orla marítima, neste caso numa zona de conurbação muito pressionada pelo mercado imobiliário dirigido à procura de médio e alto rendimento.

Como resultado destas dinâmicas e da sua rapidez de evolução, atingiu-se uma fase crítica, quer em termos da má qualidade dos traçados viários e dos tecidos construídos, quer da delapidação dos recursos naturais e paisagísticos: poluição e degradação das praias e linhas de água, destruição da duna primária, ocupações clandestinas, estacionamento anárquico, etc."

Nuno Portas

Quando se analisa a realidade actual surgem vários marcos do passado que se destacam. Um exemplo são as antigas vilas piscatórias, com os seus perfis de rua estreitos e malhas não ortogonais, descoordenados da malha viária mais rápida e moderna. A estes núcleos piscatórios juntam-se os conjuntos rurais, com grandes casas senhoriais à volta de núcleos, e "ruas" esguias drasticamente limitadas por muros. Estas tipologias de aglomeração eram o denominador comum destas zonas e funcionavam de uma forma harmoniosa com as necessidades que as criaram. Surgem, no entanto, descontextualizadas dentro das recentes densidades e necessidades, da nova sociedade carro-dependente. As recentes (re)utilizações do território costeiro, labirinto de parques de campismo, residências fixas ou de veraneio, em regime mais ou menos privado, estruturas turísticas mais ou menos relacionadas com a praia, tornaram as anteriores estruturas estranhas e os usos que as justificaram anacrónicos. A malha viária que as serve, trabalhando com vias já existentes e com a requalificação de outras menos importantes, leva a uma sensação de desorientação para quem percorre estas áreas. Com uma rede capilar, os becos são inúmeros e não há marginais, mas vias sem ligação entre si.

A nossa abordagem a esta problemática reside inicialmente num espanto, uma boca aberta. Grande parte do que encontramos, perdidos pela orla costeira, é, na realidade, de génese legal. A política das colmatações permite a edificação ao longo das vias, preenchendo-se os espaços entre construções. SEM DISCRIMINAÇÃO. Edificar em terrenos agrícolas é também fácil de conseguir, existem procedimentos legais para tornear a questão. Os POOCs que impedem a construção a menos de 500 metros da costa também não interessam a ninguém. Na extensa marginal do concelho de Gaia, em zonas não urbanas, estão-se a construir blocos de habitação, logo a seguir à estrada marginal. Quais 500 metros? Constrói-se já aqui e tá a andar!


Publicado por Nuno em 05:41 PM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 13, 2004

“...uma encicolpédia para um autodidacta...”

“(...) O espírito de Palomar oscila entre dois impulsos contrastantes; aquele que tende para um conhecimento completo, exaustivo, e que apenas poderia ser satisfeito experimentando todas as qualidades de queijos; e o que tende para uma escolha absoluta, para a identificação do queijo que é o seu, um queijo que certamente existe, mesmo que ainda o não o saiba reconhecer (não saiba reconhecer-se nele). (...) Uma sombra de cumplicidade viciosa paira sobre o ambiente: o requinte gustativo e sobretudo o requinte olfactivo conhecem os seus momentos de abandono, de fácil sedução, nos quais, os queijos, sobre os tabuleiros, parecem oferecer-se como se estivessem sobre os divãs de um lupanar. Um esgar perverso aflora no regozijo com que se avilta o objecto da gula, atrubuindo-lhe epítetos infamantes: crottin, boule de mione, bouton de culotte.
Não é este tipo de conhecimento que o senhor Palomar é o mais dado a aprofundar: no seu caso, bastar-lhe-ia establecer a simplicidade de uma relação física directa entre homem e queijo. Mas se ele em lugar dos queijos vê nomes de queijos, contextos de queijos, significados de queijos, psicologias de queijos, se ele - mais do que saber - pressente que atrás de cada queijo existe tudo isto, sucede que a sua relação se torna muito complicada.
A casa dos queijos representa para Palomar o mesmo que uma encicolpédia para um autodidacta; poderia memorizar todos os nomes, tentar uma classificação de acordo com as formas - forma de sabonete, de cilindro, de cúpula, de bola - de acordo com a concistência - seco, amanteigado, cremoso, em estratos, compacto - (...) mas isto não o aproximaria de um só passo do verdadeiro conhecimento e de imaginação em conjunto, e só na base dessa experiência poderia establecer uma escala de gostos e preferências e curiosidades e exclusões.”
in: Palomar, italo calvino

No final desta história, apesar do esforço feito por Palomar em organizar os queijos no seu bloco de notas - por nomes, formas, cores.... e perante a impaciência de uma jovem vendedora de queijos, “O pedido elaborado e guloso que tinha intenção de fazer escapa-se-lhe da memória; balbuceia; refugia-se no mais óbvio, no mais banal, no mais publicitado, como se os automatismos da civilização de massas não esperassem mais do que aquele momento de incerteza para o terem de novo sob o seu poder.”


Se o queijo da Mari for a relação que o homem tem com a maior parte das “coisas”. O território que se pretende julgar, melhorar, potenciar... é o queijo que se conhece... é o queijo que o seu habitante já comeu, o que gostou mais, o que pôde experimentar; assim como a sua casa; a sua relação com a comunidade; a sua atitude cívica.
Para melhorar (ou mesmo introduzir) o habitar público ou privado, deste território (de um território) talvez a “encicolpédia para um autodidacta” não sirva: se calhar não serve para nada. O problema do habitar no privado ou em comunidade está amarrado ao conhecimento vivido pelo habitante... e será resolvido quando esse conhecimento for melhor... talvez a Mari possa dar a conhecer alguns queijos; os mais simples para começar...um ou outro que ela aprecie na sua memória. De qualquer modo o Sr Palomar também não resiste à tentação da encicolpédia.

Publicado por Filipe Silva em 12:26 AM | Comentários (1) | TrackBack

agosto 11, 2004

Ideias incompletas soltas ao vento

Depois de ler o texto do correlegionário Alexander, algumas coisas surgiram para complementar os tópicos do fundo. Nesta busca arquitectónica/conceptual/tipológica/geográfica, há que buscar os factores de afectividade que movem as pessoas. Nesta busca surgem temas como o bairro, fonte de vida urbana, de múltiplas interacções e contactos. Num bairro acontece um pouco de tudo: festas populares, bailes, torneios de futebol, jogos populares, fogo-de-artifício*.
A suburbanização do território impede isso. As populações definham em loteamentos suburbanos, obrigados a levar o carro para ir ao café ou a ter de usar o telefone para falar com os amigos. Em certas zonas (como a Cova da Piedade, onde me encontro agora), o desenvolvimento urbanístico foi feito quando ainda não havia a obrigatoriedade de construção de estacionamento subterrâneo para edifícios de habitação colectiva (uf, que frase comprida, tenho de parar para tomar ar )(ok, já estou bom). Quase ninguém vai a pé para fazer compras ou ir ao café, porque os passeios são, em regra, estreitos. Quem vai mesmo a pé acaba por utilizar mais a rua que o passeio, porque este está cheio de carros (de quem lá mora e de quem vai lá fazer compras). Deve ser difícil morar aqui, onde existe densidade mas não ordem. E uma coisa tem de acompanhar a outra.

Parece-me que o grande mérito dos bairros é o gerador de Identidades. Imagino todos os dias conversas de moradores (de zonas suburbanas completamente incaracterísticas, que vejo todos os dias) com quem os vai visitar no dia seguinte, mas não faz a mínima ideia onde estes moram. Como se explica a alguém que se mora no bloco cinzento, ao lado do bloco de pastilha azul, não no primeiro beco mas no segundo beco a seguir à segunda rotunda que aparece depois dos semáforos para quem sai da auto-estrada? Não sei...

Contacto


*A associação MARI tem presente que os fogos-de-artifício, normalmente organizados pelas Associações Culturais e/ou Recreativas e/ou Desportivas dos bairros, é ilegal. A associação MARI respeita o estado de direito e espera o desenvolvimento do país, e não defende o uso de fogo-de-artifício em nenhuma situação.

Assinado e

Publicado por Nuno em 05:21 PM | Comentários (1) | TrackBack

Ok, não se riam

http://weblog.com.pt/MT/mt.cgi?__mode=menu&blog_id=1891

Link para o login. Nunca sei qual é.

Publicado por Nuno em 04:21 PM | Comentários (0) | TrackBack

thoughts to mari'siences

. . .

it's kind of defined now, that mari's first project will deal with the topic of
housing in the greater porto region, more specific its coast line. here as
elsewhere, the traditional duality between urban and suburban areas is
vanishing. even if the development is called to be slower in portugal,
there is no need to wait for the changes to become more than obvious.
but let's stay to the ideas and facts behind this statement;
the distinction blurrs, because the areas are part of so called de- and re-
processes. these processes happen in multiple scales - local/global &
micro/macro - and simultaniously in our urban and social environment.
de-and re-urbanization can be observed everywhere without a defined
time frame, it seems that not only life styles overlap in our present time,
also urban development is split in multiple aims and therefore developments.
understanding the 21st century urban reality as a flexible, mobile and
fluctuating network of proceses leads us to new approaches in urban design.
how much we have to open our mind and stress the borders depends not
only on us designers, but we are in charge to promote our visions for urban
regions through the means of our designs to reach the society and its
decision processors.

that's what i think we have to achieve . . . how "far" we go, where we put
our focus on, depends on the processes inherent to the projects content.
strategies - as mentionend before in this blog - are an orientation, and i'm
optimistic, that we can develop mari's acts in an appropriate and fresh way.

we could start to develope our thoughts about an intervention in
the processing area of urban/suburban focussed on questions about
the private/public realations and distinctions. here is a list, which gives
some aspects of first categories related to our theme.
put some additions/extensions to it!


life styles - - - individuality/ values/ flexibility/ . . .

sense of community - - - space/ relations/ values/ . . .

communication - - - media/ interfaces/ data/ interactivity/ processes/ . . .

network - - - nodes/ channels/ structures/ event orientated/ dynamic/ . . .

time space relation - - - proximity/ speed/ . . .

urbanity - - - city space/ data space/ motion space/ nomad space/ . . .
. . .

Publicado por alexander glaser em 02:10 PM | Comentários (4) | TrackBack

agosto 08, 2004

Mari perdida no grande limbo suburbano

Publicado por Nuno em 12:33 AM | Comentários (0) | TrackBack

Buscando

É para mim difícil dissociar a arquitectura, do quotidiano que habitamos diariamente. Se o trabalho do artista reflecte, em alguma maneira, as suas idiossincrasias e a sua forma de ver o mundo, é também moldado pelo seu quotidiano. Se tomou ou não o café de manhã, se estava muito ou pouco trânsito a caminho da loja das tintas, se o sexo correu bem ou mal no dia anterior, tudo isso pesa quando o artista enfrenta a tela depois do almoço. Dependendo do grau de comprometimento que ele assume com a obra, ou mesmo o grau de entrega, esta pode transparecer mais ou menos o seu dia-a-dia. A arte que não reflecte o quotidiano não é, necessariamente, uma arte menor. Medidas bem as distâncias, não se pode dizer que o projectar do arquitecto seja muito diferente disto. Projecta-se com o que se sabe e com o que se quer. Uma são as nossas certezas, a outra são as nossas dúvidas. As nossas certezas podem ser de vária ordem: físicas, metafísicas, sociais, hierárquicas, familiares, endógenas. As nossas incertezas nascerão do acto projectual, e serão procuradas utilizando as nossas certezas. Enquanto que as certezas são como que a língua que utilizamos, o modo de nos expressarmos, as incertezas estão presentes no nosso quotidiano. O acto projectual é apenas a nossa maneira de as procurarmos.

Publicado por Nuno em 12:25 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 06, 2004

...for sunday

Start Time: 10:25:07 pm; End Time: 11:10:32 pm

ptolo formatando o cérebro says: (10:26:03 pm)
   was that for me alex?

galaxy says: (10:26:32 pm)
   ola

sushizinha de faXina says: (10:26:33 pm)
   what a confusion

sushizinha de faXina says: (10:26:50 pm)
   i dont like MSN

sushizinha de faXina says: (10:27:13 pm)
   ...i even can't send files for both at sema time!

ptolo formatando o cérebro says: (10:27:18 pm)
   fuck microsoft!!!!!

sushizinha de faXina says: (10:28:15 pm)
   you could instal ichat!!!

galaxy says: (10:28:22 pm)
   aim

ptolo formatando o cérebro says: (10:28:23 pm)
   i liked

sushizinha de faXina says: (10:28:25 pm)
    is more fancy

galaxy says: (10:28:27 pm)
   for peecee

ptolo formatando o cérebro says: (10:28:29 pm)
   and also mika and filipe

ptolo formatando o cérebro says: (10:28:34 pm)
   the façades ideia

ptolo formatando o cérebro says: (10:28:53 pm)
   that would be great to explore

sushizinha de faXina says: (10:29:24 pm)
   sketching on line!!!!

sushizinha de faXina says: (10:29:42 pm)
   passing the borders.......bluring them
   ...develope an ideia in the virtual space....

sushizinha de faXina says: (10:31:26 pm)
   making possible to meet whenever we want...

ptolo formatando o cérebro has left the conversation.

sushizinha de faXina says: (10:32:30 pm)
   where is alex?

galaxy says: (10:32:36 pm)
   here

sushizinha de faXina says: (10:32:44 pm)
   ok!

galaxy says: (10:32:58 pm)
   but continue . . .

sushizinha de faXina says: (10:33:09 pm)
   gomes!? wo bist du?

sushizinha de faXina says: (10:34:02 pm)
   gominhos!

galaxy says: (10:35:16 pm)
   gomeeeeeeeeeeeeeeesch where are you?

sushizinha de faXina says: (10:35:50 pm)
   foste de férias?

galaxy says: (10:36:43 pm)
   
sushizinha de faXina says: (10:36:55 pm)
   
galaxy says: (10:37:11 pm)
   
sushizinha de faXina says: (10:37:22 pm)
   
galaxy says: (10:37:35 pm)

sushizinha de faXina says: (10:37:57 pm)

sushizinha de faXina says: (10:38:43 pm)
   alex, lets go to have fun!!!!

ptolo formatando o cérebro has been added to the conversation.

ptolo formatando o cérebro says: (10:38:52 pm)
   im here!

sushizinha de faXina says: (10:39:06 pm)
   AAAAAAAAAAAAAH

ptolo formatando o cérebro says: (10:39:12 pm)
   oh foda-se tou a mais

sushizinha de faXina says: (10:39:51 pm)
   gominhos is on the stage!

sushizinha de faXina says: (10:40:24 pm)
   you were telling...

ptolo formatando o cérebro says: (10:40:45 pm)
   wait!

sushizinha de faXina says: (10:41:55 pm)
   diagram+network(s)

ptolo formatando o cérebro says: (10:42:10 pm)
   ... so the façade idea was a good one

ptolo formatando o cérebro says: (10:42:29 pm)
   and the relation we could make out of the region we live in

ptolo formatando o cérebro says: (10:43:29 pm)
   we should explore the inteconnection of the livers and the users of public space

sushizinha de faXina says: (10:43:54 pm)
   which livers?

ptolo formatando o cérebro says: (10:44:24 pm)
   the people who live in a area and the ones that jsut cross it

sushizinha de faXina says: (10:44:44 pm)
   ok!   but we shouldn't be so specific

sushizinha de faXina says: (10:46:02 pm)
   we can use some exemples from our "region"

sushizinha de faXina says: (10:46:16 pm)
   but the concept must be universal.

sushizinha de faXina says: (10:46:23 pm)
   it means:

sushizinha de faXina says: (10:46:55 pm)
   ...be applied in a different territory, which is facing the same problems.

sushizinha de faXina says: (10:48:12 pm)
   "individualism vs community"

sushizinha de faXina says: (10:48:39 pm)
   the fist diagram would be...

sushizinha de faXina says: (10:48:50 pm)
   ...in my point of view...

ptolo formatando o cérebro says: (10:48:57 pm)
   ok

ptolo formatando o cérebro says: (10:49:09 pm)
   sunday everybody brings pictures of their houses

ptolo formatando o cérebro says: (10:49:14 pm)
   and lets talk about it

sushizinha de faXina says: (10:49:34 pm)
   _____private_______semipublic_______public

ptolo formatando o cérebro says: (10:49:35 pm)
   i dont work well with groups!

sushizinha de faXina says: (10:49:52 pm)
   take it easy.

sushizinha de faXina says: (10:50:43 pm)
   can you read our thesis "pPrUiBvLaItCe" until sunday?

ptolo formatando o cérebro says: (10:51:04 pm)
   sure

sushizinha de faXina says: (10:51:06 pm)
   i think that is a nice start.....to come together on something

ptolo formatando o cérebro says: (10:51:12 pm)
   i dont have it though

galaxy says: (10:51:39 pm)
   i will send you the link

galaxy says: (10:51:47 pm)
   just a second

galaxy says: (10:52:29 pm)
   http://www.uni-weimar.de/~glaser1/data/pPrUiBvLaItCe_book.pdf

galaxy says: (10:53:02 pm)
   but, some things to say

galaxy says: (10:53:28 pm)
   for now and for you, gomes

galaxy says: (10:53:32 pm)
   things are open

galaxy says: (10:53:42 pm)
   i think we must decide on sunday the first steps

galaxy says: (10:54:00 pm)
   and for this we need everybody giving

galaxy says: (10:54:02 pm)
   input

galaxy says: (10:54:07 pm)
   on sunday

galaxy says: (10:54:19 pm)
   so don't think about the group. think about the stuff we all talked

galaxy says: (10:54:34 pm)
   what you will read and what you think we could do, not what we should do

galaxy says: (10:55:06 pm)
   that's the difference of working in a group

galaxy says: (10:55:13 pm)
   to come together

sushizinha de faXina says: (10:55:16 pm)
   on sunday

galaxy says: (10:56:02 pm)
   my best experiences were like this

galaxy says: (10:56:19 pm)
   i never was angry to take something back for something i agreed on

ptolo formatando o cérebro says: (10:56:22 pm)
   ok

galaxy says: (10:56:27 pm)
   after discussions of course

galaxy says: (10:56:39 pm)
   who doesn't like to fight ?

sushizinha de faXina says: (10:56:48 pm)
   ich

galaxy says: (10:56:58 pm)
   1:0

galaxy says: (10:57:02 pm)
   for the guys

Publicado por Susana Neves em 11:32 PM | Comentários (1) | TrackBack

agosto 04, 2004

método e exercício

"Diagrammatic technique provides a foothold in the fast streams of mediated information. The meaninglessness that repetition and mediation create is overcome by diagrams which generate new, instrumental meanings and steer architecture away from typological fixation.

What is a diagram?

In general, diagrams are best known and understood as visual tools used for the compression of information. A specialist diagram, such as a statistics table or a schematic image, can contain as much information in a few lines as would fill pages in writing. In architecture, diagrams have in the last few years been introduced as part of a technique that promotes a proliferating, generating, and instrumentalizing approach to design. The essence of the diagrammatic technique is that it introduces into a work qualities that are unspoken, disconnected from an ideal or an ideology, random, intuitive, subjective, not bound to a linear logic - qualities that can be physical, structural, spatial or technical.
There are three stages to the diagram: selection, application and operation, enabling the imagination to extend to subjects outside it and draw them inside, changing itself in the process. Diagrams are packed with information on many levels. A diagram is an assemblage of solidified situations, techniques, tactics, and functionings.(...)

The diagram is not a blueprint. It is not the working drawing of an actual construction, recognizable in all its details and with a proper scale. No situation will let itself be directly translated into a fitting and completely correspondent conceptualization. There will always be a gap between the two. By the same token concepts can never be directly applied to architecture. There has to be a mediator.
The mediating ingredient of the diagram derives from its actual format, its material configuration. The diagram is both content and expression. This distinguishes diagrams from indexes, icons, and symbols. The meanings of diagrams are not fixed. The diagrammatic or abstract machine is not representational. It does not represent an existing object or situation, but it is instrumental in the production of new ones. (...)

Why use diagrams?

Diagrammatic practice delays the relentless intrusion of signs, thereby allowing architecture to articulate an alternative to a representational design technique. A representational technique implies that we converge on reality from a conceptual position and in that way fix the relationship between idea and form, between content and structure. When form and content are superimposed in this way, a type emerges. This is the problem with an architecture that is based on a representational concept: It cannot escape existing typologies. Is not proceeding from signs, an instrumentalizing technique such as the diagram delays typological fixation. Concepts external to architecture are introduced rather than superimposed. Instances of specific interpretation, utilization, perception, construction and so on unfold and bring forth applications on various levels of abstraction.

How is the diagram chosen and applied?
The function of the diagram is to delay typology and advance design by bringing in external concepts in a specific shape: as figure, not as image or sign.

But how do we select, insert and interpret diagrams?

The selection and application of a diagram involves the insertion of an element that contains within its dense information something that our thoughts can latch onto, something that is suggestive, to distract us from spiraling into cliche. Although the diagram is not selected on the basis of specific representational information, it is not a random image. The finding of the diagram is instigated by specific questions relating to the project at hand: its location, program and construction. (...) diagrams are essentially infrastructural; they can always be read as maps of movements, irrespective of their origins. They are used as proliferators in a process of unfolding.

How do diagrams become operational?

(...) It has to be set in motion so that the transformative process can begin, but where does this motion originate? (...)

What exactly is the principle that effectuates change and transformation?

How can we isolate this principle and give it the dimensions that make it possible to grasp and use it at will?

The insertion of the diagram into the work ultimately points to the role of time and action in the process of design. Interweaving time and action makes transformation possible (...) the project is set on its course. Before the work diverts into typology a diagram, rich in meaning, full of potential movement, and loaded with structure, which connects to some important aspect of the project, is found. (...) the work becomes un-fixed; new directions and new meanings are triggered.

The diagram operates transforming and liberating architecture."

_The Artificial Landscape "techniques network spin/diagrams"_ben van berkel&caroline bos

Publicado por Susana Neves em 08:39 PM | Comentários (1) | TrackBack

agosto 01, 2004

mari&madalena

yesterday 4/5 of mari met urban reality near porto. going by car was as well obligatory, as taking lots of pictures. i don't know which 1/5 we left at home, but it was not the one - others do quite often, as it seems to me.

for gomes and all of you dear readers . . .

. . . vende-se.

ate ja, with more to say. alex.

Publicado por alexander glaser em 06:30 PM | Comentários (0) | TrackBack